RIVER STONE 2019 com metal, chuva e muita palha!

Por Sérgio Ferreira e © Anna Costa Photography

Estávamos a 21 de Setembro e resolvemos chegar cedo a Rio de Moinhos para mais uma edição do River Stone. O local era bem situado e organizado, à espera do público que ainda era escasso, talvez devido à chuva e mau tempo previsto.

Os Waterland com um novo álbum na bagagem “Darkligth in Riverwood” tiveram a difícil tarefa de abrir o festival, pois o pouco público tentava esconder-se da chuva longe do palco, mas mesmo assim, estiveram à altura do desafio. Com o seu Power Metal Melódico conseguiram cativar os presentes.

A segunda banda do dia foram os Aphotheus. De regresso aos palcos após 3 anos na preparação da nova obra “The Far Star”, a banda mostrou o seu Melodic Death Metal com uma qualidade interessante.

Era a vez da banda da casa, os Godark, e para quem já os viu sabe o que esperar. Peso e melodia nas doses certas com o vocalista Vitor Costa a empunhar a bandeira da banda, mostrando que são uma das muitas boas bandas portuguesas ao vivo.

Era hora dos Moonshade tomarem conta do palco, e o vocalista Ricardo cativou o público desde o inicio com uma boa performance e componente cénica, que assenta no conceito do seu álbum de estreia “Sun Dethroned”. Um excelente concerto que fez os fardos de palha já desfeitos voarem ao som da música.

O Thrash chegou pelas mãos dos Prayers of Sanity, a banda algarvia sabe como meter o público a mexer, e como diz o seu vocalista Tião “Como é que é pessoal?! Siga! ” thrash on.

Vindos de Espanha os Rise to Fall aproveitaram o entusiasmo do público e não deixaram arrefecer a festa com o seu Death Metal Melódico com influências suecas.

Os Finlandeses Omnium Gatherum eram um dos cabeças de cartaz do festival, e mostraram toda a sua técnica e brutalidade em cima do palco, onde o público contribuiu levantando muita palha no ar, e em direcção ao palco, o que levou o vocalista e tom de brincadeira dizer “Agora somos cavalos!”.

O ambiente estava perfeito para a banda que se seguia, os Celtibeerian. Eles sabem como animar a malta com o seu Folk Metal, e puseram toda a gente a mexer. Viram o público e o palco ficarem cobertos de palha. Com uma presença de palco excelente onde o violino, gaita de foles, flauta e até um microfone com um crânio animal faziam parte do espectáculo.

Se há banda ideal para encerrar o festival, essa banda é sem dúvida os Serrabulho com o seu Happy Grind. O vocalista Carlos Guerra apresentou a banda como os System of a Palha. Apesar da chuva forte, os resistentes ficaram em frente ao palco e o vocalista acabou por saltar para o meio do público para o circle pit. O comboio seguiu viajem até à barraca das bifanas onde o Carlos fez crowd surfing. Terminaram o concerto no palco juntamente com o público ao som do “Fuck Macarena”.

O River Stone 2019 surpreendeu-nos pela positiva. Uma noite que devido ao mau tempo tinha tudo para dar errado, mas no final podemos dizer que foi um festival que ficará certamente na memória dos que participaram. Não só pelo excelente cartaz mas como também pelo ambiente que ali se criou de uma forma espontânea, alegria e palha esvoaçante misturada com chuva e muita cerveja.

Reportagem fotográfica de © Anna Costa Photography