WALKMAN, evolução ou regressão? Saudades, ou nem por isso?

1 de Julho é um dia histórico para a música.

Foi nesse dia, no ano de 1979, há exactamente 40 anos, que Masaru Ibuka, um dos fundadores da Sony, diante da sua vontade de ouvir música stereo durante uma longa viagem de negócios, teve uma brilhante ideia.

Masaru Ibuka

O Walkman TPS-L2, seria o primeiro equipamento de áudio portátil do mundo.

Walkman TPS-L2

Sabemos que hoje é quase impossível estarmos alheios ao uso da “música de bolso”, já que os smartphones cumprem muito bem esse papel de players de música, e é quase que inimaginável nos dias de hoje não termos acesso a essa ferramenta, que no entanto no início dos anos 80 era uma realidade bastante distante.

Foi solicitado por ele à sua equipa de desenvolvimento que criassem uma versão stereo a partir de um simples gravador portátil TC-D5, mas apenas com a função de reprodução.

Nascia assim o famoso Walkman, produto que marcaria gerações e revolucionaria o mercado da música.

TC-D5

Após isto, já em meados de 1984, com uma tecnologia mais avançada que as fitas K7, surgia e seriam substituídas aos poucos pelos CD’s. No ano de 1988 o bom e velho Walkman começava a perder espaço para os novíssimos Discman’s.

Discman

Mas os formatos foram evoluindo, e vieram outras soluções, levando a que os suportes físicos de música fossem caindo em desuso, onde assistimos a uma vertiginosa ascensão do digital, desde os downloads até o streaming, bem como um retorno dos discos de vinil.

E assim a música segue seu caminho de evolução… ou será antes uma regressão? Ou será que toda esta “digitalidade” da sociedade não estará a tirar a essência e o espírito de coleccionador e seguidor de bandas?