SAVAGE MESSIAH expelem energia no seu novo álbum “Demons”

É certo afirmar que os britânicos Savage Messiah criaram um som muito interessante, baseado numa forte e orgulhosa tradição britânica do heavy metal.

Com uma forte influência NWOBHM (New Wave of the British Heavy Metal), e constituídos por elementos provenientes do Thrash e Speed Metal, os Savage Messiah ainda assim conseguem criar algo inovador.

Iniciaram a carreira em Londres no ano de 2007, pelo guitarrista e vocalista Dave Silver. Os Savage Messiah lançaram agora o seu quinto trabalho, “Demons”, com uma proposta melódica e moderna.

O álbum consegue entrar num espaço complicado, com um enorme potencial para o apelo ao mainstream, e ao mesmo tempo com uma qualidade que torna a música interessante para os metalheads mais exigentes.

Quando perguntaram sobre o recente trabalho, Dave Silver descreve os Savage Messiah como uma banda renascida: “Eu olhei para o que fizemos no passado e sabia que poderíamos levar esta banda ainda mais longe.”

E certamente este renascimento fez muito bem a eles, pois segundo Silver,  a banda entrou em estúdio sem nenhuma música criada e pronta a gravar, apenas tinham algumas ideias que não estavam finalizadas, tendo entretanto produzido um disco com 11 temas de alta qualidade.

Algumas faixas do álbum merecem destaque.

É o caso de “Virtue Signal”, música de elevado impacto sonoro, e é uma execução brutal, uma abertura realmente pesada, com uma abordagem rápida. O Thrash e os seus riff’s característicos colocam não somente essa música em evidência, mas também dão-nos um bom direccionamento do que se pode encontrar no restante do álbum.

“Heretic in the Modern World”, oscila de um riff robusto e pesado para um refrão suave, melódico e harmonioso, com um óptimo solo de guitarra.

“Down and Out” tem alguns solos de guitarra hipnotizantes,  acrescidos de uma batida sólida. Temos aí uma música que nos leva a bater o pé e a balançar a cabeça.

“The Lights Are Going Out”, tem uma queda no ritmo, começa com um trabalho de guitarra delicado, a canção flui entre essas partes mais melódicas e mais lentas, para um metal realmente poderoso. Isso dá a David Silver a hipótese de mostrar o outro lado das suas proezas vocais que tornam-se ainda mais evidentes à medida que a banda aumenta a sua maturidade.

“The Bitter Truth” retoma o ritmo frenético . É rápida, tem um refrão cativante, combinado com um solo de guitarra incrivelmente veloz. Estamos na presença de uma faixa monstruosa…

“Steal the Faith in Me”, termina o álbum, onde a música desenrola-se de forma mais melódica, quase melancólica… passando depois para momentos pesados, com uma secção mais instrumental extremamente bem definida.

Concluímos que em termos de estrutura do álbum, não ficámos com um sentimento de monotonia, ou uma sensação de que estávamos a ouvir a mesma coisa durante horas… são músicas variadas e de criação requintada.

Fica evidente que a banda teve um cuidado especial na criação do seu álbum.
“Demons” é um álbum que não irá afastar o núcleo duro dos fãs que os Savage Messiah conquistaram com os últimos quatro álbuns anteriores.

No entanto notámos que é um trabalho para marcar presença e afirmarem “nós estamos aqui”, mas que no entanto poderá trazer novos fãs, devido à ligeira mudança no seu som. Acreditamos que seja uma extraordinária banda e álbum para assistir-se ao vivo… ficámos curiosos!