QUEENSRYCHE , com 38 anos e ainda lançam novidades – “The Verdict”

Desde a chegada do vocalista Todd La Torre à banda em 2013, os Queensryche estão a passar por um processo de renascimento e renovação do seu som, que continua a notar-se cada vez mais, à medida que vão saindo novos trabalhos.

Os primeiros dois trabalhos lançados com o vocalista, tentaram apresentar um retorno do som clássico do Queensryche, abalados ainda pela saída do vocalista Geoff Tate.

Os fãs estavam algo “desconfiados” com a integração na banda de um novo frontman, mas as óptimas músicas e as impressionantes habilidades vocais de La Torre rapidamente deixaram todos mais tranquilos.

“The Verdict”, não é apenas a entrada na era La Torre, é facilmente um dos melhores trabalhos da banda nos últimos vinte e cinco anos. Todd impressiona com o seu papel duplo como cantor e baterista, sendo que o resto dos elementos da banda fazem realmente o que se espera, trazendo muita inspiração ás composições.

Com “The Verdict”, os Queensryche não apenas revigoraram o seu poder de criatividade progressiva, como também conseguiram lançar o seu álbum mais pesado, feito por eles até hoje.

A química entre Wilton e Lundgren flui muito bem, ao mesmo tempo que as vozes de La Torre soam a familiar aos amantes dos Queensryche.

O robusto trabalho de baixo de Jackson encaixa-se perfeitamente na base de percussão da bateria de La Torre.

O álbum começa deixando muito pouco espaço para respirar, com a força musical de “Blood of the Levant” e “Man the Machine”.

A enigmática “Light-years” vem a seguir, com um riff inicial de toque árabe, alguns efeitos de voz e sintetizadores, trazem o ouvinte de volta aos tempos do álbum “Rage for Order”.

“Inside Out”, tem uma qualidade percussiva e um refrão dinâmico imenso, coisa que somente o Queensrÿche consegue fazer.

“Propaganda Fashion” ganha ritmo, acordes e efeitos vocais que parecem evocativos dos “tempos longínquos do grunge”, mas com um resultado final muito mais inspirado.

“Dark Reveries” soa um pouco dramática e é a coisa mais próxima de uma balada neste lançamento, com linhas vocais que não deixam dúvidas do grande cantor que é Todd, com fortes versos melódicos, e solos de guitarra bem construídos.

Acredito que a principal composição do álbum é a faixa “Bent”. É uma música longa, mostra uma estrutura mais complexa e mudanças notáveis da atmosfera musical. Todd La Torre brilha novamente, tanto na voz com o seu amplo alcance, flutuando de uma voz profunda a notas altas impecáveis, quanto na bateria.

Duas músicas pesadas e rápidas marcam os minutos seguintes, com “Inner Unrest” e “Launder the Conscience”.

“Portrait” fecha o álbum com vozes de um outro mundo, e que conta ainda com um bom trabalho de guitarra e um forte senso de realização. Tudo conjugado fazem com que a banda soe revigorada e pareça estar numa tendência ascendente.

No geral podemos afirmar que o Queensriche criou um álbum magnífico e atemporal, equilibrando o passado de sucesso da banda com um som moderno em evolução.

Tudo o que um fã dos Queensriche podia pedir, está neste álbum com performances habilidosas, momentos progressivos e letras inteligentes.

O trabalho vocal e de bateria de La Torre equilibra-se perfeitamente com a inspiração e competência de Michael Wilton na guitarra, Parker Lundgren com a guitarra ritmo e Eddie Jackson no baixo.

Velhos e novos fãs de Queensriche terminarão a sua primeira escuta de “The Verdict” com um belo sorriso no rosto.