JEFF SCOTT SOTO está de volta com “ORIGAMI”

Jeff Scott Soto está de volta!!!

Com a sua voz profunda, melódica e uma presença de excelência em cima do palco, a sua contribuição artística para o mundo da música é incontestável, desde que assumiu e deu o seu talento aos primeiros álbuns de Yngwie Malmsteen, passando pelo Talisman, Journey, Wet, Orquestra Trans-Siberiana, até o mais recente super grupo, Sons of Apollo.

Jeff lançou ainda vários álbuns a solo até o ano de 2014, onde decidiu juntar os músicos com quem fez uma tour, e criar o seu novo projecto ao qual chamou SOTO.

A banda lançou dois álbuns – “Inside the Vertigo” em 2015 e “DIVAK” em 2016 com a seguinte formação: Jorge Salán na guitarra, o baixista David ZBJ nas guitarras e teclados, e o brasileiro Edu Cominato na bateria.

Agora em 2019, SOTO está de volta, com Tony Dickinson assumindo o posto de baixista do grupo, lançando o álbum “Origami”.

“Origami” move-se entre o metal e o hard rock, apresentando também um pouco de funk, ou sons mais electrónicos. Parece mais dinâmico e mais inspirado do que os dois álbuns anteriores. O crescimento de SOTO com Sons of Apollo parece ter beneficiado muito a banda, já que agora está reflectida no seu som, que é mais técnico e apurado.

O álbum inicia com a faixa “HyperMania”, com uma estética electrónica dos anos 80, que evolui de forma bastante melódica. Os solos de guitarra presentes nessa faixa lembram um pouco Malmsteen. É extremamente interessante observar diferentes elementos com culturas musicais distintas, no entanto todos apresentam uma óptima conexão.

O tema que dá nome ao álbum “Origami”, é bastante dinâmica e agressiva. Com um bom solo de guitarra, sob o acompanhamento de uma bateria requintada, eleva a música a um ritmo ainda mais forte.

Segue-se “BeLie”, que também é o primeiro single do álbum. É um dos temas do disco que se destaca pelo seu ritmo cativante e riffs pesados.

Potencialmente completo e bastante técnico, “World Gone Colder” tem várias alternâncias no seu ritmo, tornando-se muito agradável aos ouvidos dos fãs mais atentos.

Outra música que merece destaque é “Detonate”, que lentamente constrói a sua intensidade com um refrão bastante melódico, até atingir o seu auge e chegar ao fim.

Os tons caem com o maravilhoso “Torn”, que se move em pautas de rock mais melódico, sem faltar a “tensão” no refrão, que é mais ampliado com um solo de guitarra, para ser fechado de forma calma e melódica como começou.

Aqui está uma das melhores faixas do álbum, “Dance with the Devil”, que lembra muito daquilo que a super banda Sons of Apollo faz, com um som extremamente técnico e refinado.

“AfterGlow” é o tema que se move e aproxima a um ritmo mais funk.

Tal como acontece com todas as músicas, os solos de guitarra dão outro “roupagem” ao tema.

“Vanity Lane” começa com um riff bastante pesado, para se tornar melódico e mais sereno no refrão.

O álbum termina com uma óptima surpresa, “Give In to Me”, de Michael Jackson. Uma versão onde a banda teve um total respeito com o tema, dando-lhe um “sentido” mais pesado… “Origami” termina desta forma com “chave de ouro”.

Com “Origami”, SOTO cresce musicalmente em muitos níveis, dando espaço para que todos os músicos se desdobrem a sua técnica e criatividade, sem minimizar a própria performance de Jeff Scott Soto.

Além das performances dos músicos (o que já era esperado), com composições muito maduras, existem ainda várias alternâncias de novos elementos musicais, que criam um fluxo e uma consistência única entre todos os membros da banda.

Claramente, “Origami” é o melhor e mais inspirador álbum de SOTO, o que o faz valer muito a pena escutar, sendo digno de toda a atenção.