MORBID FEST, o underground no seu estado mais puro

Foi no passado dia 12 de Maio que Lisboa recebeu o aguardado Morbid Fest. O local de eleição para a receção foi o Lisboa ao Vivo. Este evento contou com a presença de 5 bandas: Arcanus, Sadist, Vital Remains, Atrocity e I Am Morbid. Todos eles ajudaram a proporcionar um excelente serão aos presentes, onde mórbido e extremo foram as palavras da noite.

Foi no passado dia 12 de Maio que Lisboa recebeu o aguardado Morbid Fest. O local de eleição para a receção foi o Lisboa ao Vivo. Este evento contou com a presença de 5 bandas: Arcanus, Sadist, Vital Remains, Atrocity e I Am Morbid. Todos eles ajudaram a proporcionar um excelente serão aos presentes, onde mórbido e extremo foram as palavras da noite.

Começando pelos nossos irmãos da Catalunha, os Arcanus vieram apresentar o seu último trabalho “Omen”. Carregados com um Groove Metal potente e tamanho profissionalismo, deram um concerto sólido, embora pequeno. O único senão foi mesmo os poucos presentes que se encontravam na sala, fator esse devido, principalmente, a uns ajustes de horários em cima do joelho.

Os próximos a subirem ao palco seriam os Sadist. Dotados de uma sonoridade peculiar dentro do género que é o Death Metal, os italianos presentearam-nos com um concerto teatral. Com um disco recentemente editado em 2018, “Spellbound”, os veteranos do death metal, provaram que ainda estão para ficar cá durante muitos mais anos, e ainda bem.

O grande concerto da noite, a priori, seria de I Am Morbid, mas os Vital Remains quiseram provar o contrário. Um concerto ao qual o único adjetivo que se pode associar é perfeito. De início ao fim, a banda entregou-se completamente ao público, muito devido à energia eufórica do vocalista Brian Werner. O público respondeu de igual maneira, com muito movimento e muito headbang perante os gigantes americanos. Brian tanto quis estar com os fãs, que fez crowdsurf pela plateia várias vezes e, se isso não era o suficiente, saltou do primeiro andar para os braços do público. Performance histórica.

Depois da performance de Vital Remains, os alemães Atrocity tinham uma tarefa bastante árdua à sua frente, continuar no mesmo patamar. Eles bem que tentaram, mas não conseguiram. Bem que puxaram pelo público, demasiado até, mas sem sucesso. Falta carisma. Mesmo assim, deram um bom concerto marcado pelos grandes clássicos da banda dos primeiros trabalhos, tais como “Blue Blood” e “Humans Lost Humanity”.

Já passava das 23h quando os mais aguardados da noite, I Am Morbid, liderados pelo lendário David Vincent, subiram ao palco. Apresentaram uma setlist totalmente caracterizada pelos quatro primeiros trabalhos de Morbid Angel: “Altar of Madness”, “Blessed Are The Sick”, “Covenant” e “Domination”. Os fãs puderam ouvir os grandes clássicos da banda, e pioneira do género, num espetáculo que foi um completo caminho pela memória. Totalmente competentes e dotados de saber, também devido aos anos de experiência que têm de estrada, David Vincent e companhia proporcionaram uma noite, que para muitos foi uma revisita ao passado e para outros uma nova página da sua história.

A Amazing events, promotora responsável por este festival, esteve à altura do evento, e prepara-se ainda para realizar um super concerto com a banda KAMELOT, desta vez na conceituada sala do Porto, Hard Club, a 16 de Junho.

Estes eventos levados a cabo por parte da Amazing events visam promover o metal, o alternativo, e o conceituado festival Vagos Metal Fest.

O VMF é sem dúvida o evento de maior responsabilidade que esta promotora tem em mãos, sendo que o cartaz deste ano mais uma vez apresenta o melhor do que se faz em Portugal, e uma variedade de estilos alternativos que vêm do resto do mundo.