AMORPHIS, SOILWORK, JINJER e NAILED TO OBSCURITY esgotam sala e dão espectáculo

O Backstage na Alemanha recebeu mais uma vez a GuitarScream, no passado dia 30 de Janeiro, e de forma calorosa, para assistirmos à Tour de Amorphis e Soilwork. Foi o nosso foto reporter Helder Martins que esteve presente e que assistiu a este grande concerto de metal.

Soilwork que estará presente no Laurus Nobilis, em Famalicão, em Julho deste ano, deixou-nos curiosos em assistirmos a um concerto desta banda, antes de chegarem a território Luso.

Estas duas bandas enunciadas anteriormente foram acompanhadas pelos ucranianos JINJER, que estarão no VAGOS METAL FEST 2019, e dos alemães NAILED TO OBSCURITY.

Este concerto, deste quarteto de eleição, já tinha sido dado como esgotado à muitos dias atrás, o que demonstra a vitalidade do mercado alemão no que se refere ao Metal.

NAILED TO OBSCURITY  com Raimund Ennenga na voz, com Volker Dieken e Jan-Ole Lamberti (ambos na guitarra), Carsten Schorn( no baixo) e Rich Hill (na bateria) abriram as hostes à hora marcada, pois nas salas da Alemanha, uma das coisas que temos observado é que não há atrasos nem períodos de tolerância…

O concerto começou às 18h, onde ouvimos os primeiros acordes da noite e onde se assiste a uma mistura de Melodic, Death e Doom, que é típico dos NAILED TO OBSCURITY . As vozes de  Raimund mudam entre grunhidos e vozes mais límpidas. Os membros da banda agitam os seus longos cabelos no ritmo, que também é retribuído pelo público presente. Foi um concerto onde a banda passeou pelos seus melhores temas e teve uma reação muito positiva por parte do público. Foram cerca de 35 minutos de bom metal.

A banda seguinte foi os ucranianos JINJER, que estarão em Agosto na Quinta do Ega, em VAGOS, para mais uma edição de um dos principais festivais de metal em Portugal, o VAGOS METAL FEST.

JINJER apresentaram um som brutal, extremamente progressivo, músicos bons e vozes extremas, dos quais é difícil acreditar que uma mulher produza aquilo em cima do palco. Ao lado de Tatiana Shmailyuk estão os outros músicos Roman Ibramkhalilov (guitarra), Eugene Kostyuk (baixo) e Vladislav Ulasevish (bateria).  
Dois minutos para as sete, Roman e Eugene entram no palco com suas saudações, que são respondidas pelo público. Vladislav toma o seu lugar na bateria, reconhecendo imediatamente o peso da sala em causa.

Tatiana salta em cima de uma caixa na beira do palco, onde uma vez mais o público é saudado: “Olá, Munique! É bom estar aqui de novo! Então, aqui está algo de novo para vocês! Eugene vai para a direita e também anima o público.  Eugene toca o seu baixo de cinco cordas com as duas mãos no braço do instrumento. Agora ficou claro por que é que ele carrega o seu baixo excepcionalmente alto, o que lhe dá mais controle sobre o complexo Gefrickel. Muito forte! Roman na guitarra, por outro lado, executa técnicas apuradíssimas no seu instrumento, mostrando o porquê do sucesso desta banda. São realmente músicos de elevado nível técnico.
Os grunhidos de Tatiana parecem vir diretos do inferno, porque eles soam de uma maneira mais profunda e pesada, que alguns colegas do sexo masculino e lembram-nos da voz distorcida da pequena Regan do filme The Exorcist , que até nos deus arrepios. “Vamos, Alemanha! Levantem as vossas mãos fodidas! “A multidão reage entusiasticamente…

De uma forma inovadora, eles combinam o metalcore e death metal, e expandem o seu som através de uma variedade de influências que são bastante incomuns no setor de metal. 

Os suecos do Soilwork chegam ao palco por volta das 20h, e são considerados os veteranos do metal melódico-agressivo desde os anos noventa.  

O clima na sala começa agora a ficar agradavelmente insuportável. Estamos perante uma banda que não deixa o nível de energia baixar por um segundo, e que o mosh é imparável durante todas as músicas, mesmo que não haja grande espaço, como era o caso. Björn apresenta vozes impecáveis deslumbrando o público com as vozes límpidas misturadas com vozes extremamente extremas. O público anima-se muito com a banda, e esperamos que tenham forças e resistência para a banda AMORPHIS, que virá a seguir.

Três anos depois, a banda finlandesa Amorphis volta à Alemanha para apresentarem a sua nova tour.

Resumimos o concerto de AMORPHIS à histeria que se observava no público. Foi uma banda muito acarinhada nesta noite, promovendo reações de todos os géneros, desde a histeria à euforia.

Banda magnífica em cima do palco trazendo ao público alemão o que de melhor se faz nos países nórdicos. Com músicas orelhudas, levou a que o público cantarola-se quase todas as músicas, onde notámos que estavam disponíveis para invadir o palco, e eles próprios dessem continuidade ao concerto, participando de forma muito activa.

A banda canta por excelência e vive sempre uma experiência. Ao nosso redor, via-se cabelos a voar, punhos erguidos e cerrados, e muitos rostos felizes. 

Já assistimos a muitos concertos em Munique, e estamos neste momento capazes de afirmar que esta cidade é a capital do Metal no Mundo, pois são imensos os concertos e festivais, sempre esgotados.

AMORPHIS, apesar de toda a perfeição musical audível e visível, nunca faz suas performances parecerem rotineiras, mas sempre frescas e comprometidas com os fãs e público presente.

Foi uma noite em que sentimos e vivemos o Metal…e do bom. E mais uma vez a Guitarscream tem a agradecer o imenso apoio que o mercado alemão, os nossos parceiros, e as empresas internacionais de promoção de festivais e concertos têm dado ao nosso trabalho de divulgação.