AFFAIRE, a entrevista após o concerto no Mangualde Hard Metal Fest

Antes de mais queremos agradecer aos Caminhos Metálicos, em especial ao Carlos Guimarães pela ajuda prestada nesta reportagem.

Os Caminhos Metálicos é um projeto online que surge das raízes do programa de rádio com o mesmo nome, criado já no longínquo ano de 1991. O seu objetivo principal é divulgar as bandas nacionais e eventos que decorram no nosso país sempre dentro do género heavy metal. A aposta será sempre na componente mais visual através de reportagens em vídeo e fotográficas.

Deixamos entretanto aqui a galeria de imagens do Mangualde Hard Metal Fest, produzida pelos Caminhos Metálicos.

Entrevistámos o Miguel, vocalista dos AFFAIRE, banda de Rock/Metal oriunda de Lisboa e que esteve presente nesta edição do Mangualde, que foi realizado no passado dia 12 de janeiro. Esta entrevista ocorreu após o concerto neste festival.

Queremos entretanto agradecer a Rebeca Busato, responsável por esta entrevista.

GS: Como é que foi a experiência do concerto?

Miguel (AFFAIRE): Foi positiva. Habitualmente estas cenas são gratificantes, este festival é, dentro do habito do hard rock e do metal, o mais antigo do país, nós tivemos o convite do José Rocha e aceitamos logo. Já tínhamos tocado para ele num evento dele já há dois ou três anos e correu bem. Foi um pouco difícil ter aberto em segundo lugar, um tempo frio mas o publico aderiu bem, tudo correu bem, estamos contentes e a divertirmo-nos bastante.

GS: Como uma banda de hard rock puro, consideram difícil atuar em tempos onde grande parte da audiência em Portugal está virada para uma cena do metal extremo?

Miguel (AFFAIRE): É assim, dificuldades, de certa forma há sempre, tanto no nosso estilo como nos mais extremos há sempre dificuldade quando nós estamos num país de pequenas dimensões onde a massa metaleira ou roqueira não é assim tão grande e sobretudo no nosso caso, temos um estilo que já foi bastante popular e que ainda hoje de certa forma o é, através de grandes bandas como o Guns n’ Roses ou AC DC, mas no nosso caso nós fazemos parte de um bloco de bandas do circuito underground, de momento é o que se consegue em Portugal. Nós seguimos este estilo à letra e com muito gosto, é isto que gostamos de fazer.

GS: Sabemos que estiveram a atuar em Espanha há umas semanas. Quais são as diferenças entre atuar no estrangeiro e em Portugal?

Miguel (AFFAIRE): O público gostou, eles têm uma abertura ao hard rock ou rock n’ rol clássico talvez superior a nós, eu creio que na Espanha nunca se perdeu muito daquela filosofia do rock clássico, do hard rock. É uma coisa curiosa, eles, por exemplos, não são muito preocupados em falar inglês mas têm um lado com uma abertura inglesa e anglo-saxónica e como tal fizemos lá dois concertos, um em Madrid e outro em Toledo, correram muito bem. Uma curiosidade é que a malta não só viu como comprou os discos no final dos concertos, e t-shirts. Cá em Portugal não acontece tanto, mas, digamos, o poder de compra é diferente. Pá, foi uma experiência boa e de facto há diferenças que por vezes são notórias, sim, sem dúvida.

GS: Existe data para o lançamento do novo álbum? Quais as expectativas para o futuro?

Miguel (AFFAIRE): O álbum tem edição prevista para Março ou Abril deste ano. Naturalmente, vamos fazer concertos de promoção ao disco com dois concertos de apresentação que à partida serão eles em Lisboa e no Porto, é um caso a definir, claro.

GS: Querem acrescentar algo?

Miguel (AFFAIRE): Epá, foi um privilégio termos estado aqui, vamos ficar pela noite fora a curtir o resto do festival. Isto é uma iniciativa excelente, as condições são boas e é uma coisa de se continuar a apostar, na nossa opinião, acho que a malta que adere ao rock e ao metal têm todos a ganhar com isto. Agradecer também à organização do evento, nomeadamente ao José Rocha e a vocês e ao Luís Parracho pela entrevista e também por nos dar apoio.