Death Metal para Iniciantes…O que você sabe ou ainda não sabe sobre este estilo musical.

O Death Metal é um dos gêneros musicais mais apreciados em Portugal mas claro…entre a malta da música pesada e os festivaleiros do gênero.

Mas não é a tua mãe ou avó que te irá dizer que essa é uma música que adora-se ouvir, nem vais ouvi-la nos bailaricos da aldeia. E é por isso que isto torna-se tão interessante…

O surgimento do Death Metal foi marcado pelo desenvolvimento natural ocorrido durante a criação do Thrash, e tem seu maior berço a cidade de Los Angeles – Califórnia. Também lá é que formadas as bandas Metallica, Megadeth, Anthrax…Mas foi o som sujo dos Exodus, os Sodom e os Slayer que começaram a acelerar ainda mais as suas cordas de guitarras com pouco afinação (absolutamente distorcidas), cantaram com vozes “guturais” e fizeram uma batida de bateria tão rápida, que mal sabíamos que depois do Heavy Metal, os instrumentos poderiam-se acelerar ainda mais! Ou melhor, quem os toca!

Este som mais agressivo e semelhante ao comboio em alta velocidade, ou rajar de metralhadoras, tem uma intensão de tornar o estilo ainda mais peculiar, e cada vez mais distinto em relação ao que o Rock e o Metal sempre se dispôs: Um distanciamento do óbvio, do atractivo por mentes lívidas e claro, uma espécie de revolta ou revolução diante de um mundo com tantas desgraças causadas pelo próprio humano.

Um dos pontos que faz o Death Metal ser único, é a forma de tocar seus instrumentos, tal como a bateria. Um estilo bem usado por eles chama-se Blast Beat, semelhante ao som de uma “machine gun”.

 O Napalm Death, mais em preciso o baterista Mick Harris foi quem iniciou o uso do blast beat na forma que ela é utilizada actualmente, ainda no inicio dos anos 80, e foi certamente quem influenciou e difundiu esta pratica.

O Death trouxe uma inovação temática (religião, terror, misticismo, mitologia, filosofia, sofrimentos e tragédias humanas) + a excelência no toque rápido de suas guitarras em Palm Muting (usado para abafar o som) e ate mesmo outras técnicas de ampliação do som + uma típica voz sombria e gutural + baterias cadenciadas com ou sem pedal duplo. Até mesmo a harmonia dos teclados é usado, mas em variações ocasionais.

Mudanças de ritmo abruptas, canções curtas e tão rápidas como um comboio, pode ser de facto um subgênero metálico que compete bons músicos. Não é só barulho e força.

Considera-se que os verdadeiros pais do Death, são bandas como Morbid Angel, (alguma influência dos próprios Slayer, e até mesmo a veia heavy-black do Venon), assim como o Obituary e o Possessed. Muitas outras bandas perpetuaram-se e difundiram o estilo.

Em Portugal é possível ver bandas com pegadas death core, grindcore, metal core ou outros gêneros inclassificáveis, mas sempre à volta do Death e do Black, e tudo com seu peso, rapidez e vozes típicas.

O Death, liderado pelo pioneiro Chuck Schuldiner, formou-se em 1983 como Mantas, e lançou sua primeira demo, Death by Metal, em 7 de setembro de 1984, antes de mudar seu nome e demo.

A banda de San Francisco Possessed também começou em 1983, e sua demo de 1984 era na verdade chamada Death Metal. E ambos foram antecedidos pela brutal “black” influencia dos Venom, cujo primeiro álbum, Welcome to Hell, saiu em 1981. Da mesma forma, a velocidade e o lirismo destruidor do Slayer, que se formou em 1981 e apareceu no Metal Massacre III antes de lançar seu primeiro longa-metragem, Show No Mercy, em 1983; depois houve a banda de thrash da Alemanha, Kreator, que se formou em 1982 como Tormentor, e eventualmente lançou uma das mais rápidas e pesadas canções de todos os tempos, “Pleasure to Kill”. – Fonte Loudwire

Batidas rápidas, riffs silenciados, horripilantes gritos e letras sobre assassinato, serial killers, doenças, rituais terriveis, um som muito mais rápido, diminuindo o volume de seus instrumentos e alimentando a distorção através dos vocais e a troca de alguns de seus figurinos remanescentes do heavy e thrash metal, para vestimentas mais comuns, influenciaram todo este estilo mais seco.

Mais conhecido como Metal Extremo hoje em dia, pode se dizer, o Death é o Thrash mais rápido e mais pesado, com uma impressionante maneira de encantar pela brutalidade simples, nua, crua e levando as platéias de “crowdsurf” e “moshes” ao delírio.

Por que Portugal abraçou este estilo?

Presente nos principais festivais de metal do mundo, o Thrash e o Death na actualidade têm se mostrado com cada vez mais adeptos. O Heavy ainda mexe com os quarentões , e os trintões são de uma fase mais moderna do Doom e do Speed, em que bandas como Metallica, que também nasceu no Thrash e Slayer ainda causam furor nas platéias em geral.Os de 20 e poucos ainda precisam aprender mais.

As bandas de hoje em dia, se inspiram nestes festivais e também uma das bandas com maiores adeptos no estilo metal é sem dúvida os Sepultura, os Soulfly e os Irmãos Cavalera (que são quase a mesma coisa, mas na verdade são projetos diferentes de peso). E isso é um facto de que estes brasileiros souberam trazer um estilo bem particular de evoluir ao passar dos anos.

Uma boa sugestão para prestigiar de perto, um bom número de bandas metálicas e na maioria Death Metal é o Festival de Barroselas, mas os maiores são sem dúvida o VOA e o VAGOS METAL FEST.

Segue o link do VOA para comprar bilhetes: https://ticketline.sapo.pt/evento/voa-2019-heavy-rock-festival-38301 

Segue o link de VAGOS para comprar bilhetes:

https://bol.pt/Comprar/Bilhetes/67788-vagos_metal_fest-quinta_do_ega/