SONS OF APOLLO, um concerto onde a técnica se transforma em arte |Reportagem|

“Apolo era um Deus Grego, filho de Zeus e Leto e irmão de Ártemis, e possuía muitos atributos e funções. Era um símbolo da inspiração profética e artística.”

Esta é uma excelente definição para aquilo que assistimos em Munique (Alemanha) no excelente espaço de concertos, que é o Backstage.

No dia 17 de Outubro, o nosso fotojornalista Helder Martins deslocou-se até este espaço, para assistir ao concerto da super banda Sons Of Apollo. Conhecemos bem o nosso fotojornalista, e acreditamos que não seria bem o tipo de concerto que ele mais gosta de assistir. Fomos convencendo o Helder que estaria na presença de uma banda constituída por alguns deuses da música mundial, e que irão ficar eternos e escritos na história.

Esperámos ansiosos, em Portugal, pelos principais aspectos a destacar deste concerto, e pelas fotos, sempre magníficos trabalhos, a que o Helder Martins nos vem habituando.

O concerto começou com uma primeira parte de uma banda Holandesa/Inglesa de rock progressivo e melódico, os DILEMMA, e que iremos apresentar noutro artigo. Mais uma vez os alemães mostram o seu rigor na organização de eventos, começando tudo a horas.

SONS OF APOLLO são conhecidos pelo seu rock/metal mais técnico e bastante progressivo, onde o som da banda provém da conjugação da arte dos músicos. Este super conjunto de músicos é constituído por: Mike Portnoy (baterista) Derek Sherinian (teclados), Ron “Bumblefoot” Thal (Guitarra), Billy Sheehan (baixo) e Jeff Scott Soto (Voz). 

Mas quem são estes super músicos?

Mike Portnoy é um baterista, que passou por várias bandas como por exemplo: os Dream Theater, Avenged Sevenfold, Liquid Tension Experiment, Transatlantic, Neal Morse, OSI, John Arch, Flying colors, Adrenaline Mob, The Winery Dogs, Haken, e Sons of Apollo. Conhecido por ser um instrumentista muito habilidoso, e excelente músico/compositor.

Derek Sherinian é um teclista que “passeia” como ninguém os seus dedos em qualquer teclado, criando verdadeiras composições que transcendem o comum teclista. Para além de uma carreira a solo, passou ainda por bandas como: KISS, Alice Cooper, Dream Theater, Platypus, Yngwie Malmsteen, Planet X, e Black Country Communion.

Ron “Bumblefoot” Thal é um guitarrista que fez maior parte da sua carreira a solo. Umas vezes como Ron Thal, outras vezes como Bumblefoot. Teve ainda uma breve passagem pelos mundialmente conhecidos Guns N’ Roses. Na altura que se juntou aos Guns, este foi indicado como preferido para entrar nesta banda, pelo monstro da guitarra Joe Satriani.

Billy Sheehan é o baixista dos SONS OF APOLLO, e tem um “toque” único no baixo. Os dedos dele navegam nas onduladas e fortes cordas dos seus baixos. É um músico habituado a trabalhar com os melhores, sendo o predilecto de STEVE VAI, e David Lee Roth (Van Halen). Passou ainda por bandas como Talas e Mr BIG…o que dizer mais sobre este músico? Simplesmente sempre que executa o seu baixo, deixa-nos sem palavras…

Jeff Scott Soto é o vocalista que dá vida às composições dos músicos anteriormente mencionados. Trabalhou com Yngwie Malmsteen, sendo que na altura em que integrou os Rising Force, chegaram mesmo a receber uma nomeação para os GRAMMY, e altamente elogiados em revistas conceituadas do meio. Lançou vários álbuns a solo, e passou por bandas como Talisman, Takara, Alex Masi, Kryst the Conqueror, Axel Rudi Pell, W.E.T., Trans-Syberian-Orchestra, e Stryper.

Concerto no Backstage…o que vimos e ouvimos!

Foi uma noite para nos deliciarmos com estes “Filhos de Apolo”. Foram solos e vários delírios dos vários instrumentos, foi tocado o tema da pantera cor de rosa de forma engenhosa, foi tocado um tema de Queen (Save me). Bumblefoot chamou o público à atenção, pois Derek iria executar um solo totalmente sozinho em palco, avisando que todos estavam prestes a assistir a uma obra de arte. Brincaram com as vozes, pedaleiras, e algumas gravações… Solos de guitarra que faziam com que o chão daquele espaço de concertos ficasse cheio de “baba”, pela quantidade de bocas abertas que víamos.

Sheehan é daqueles baixistas que deixa qualquer um de “olhos trocados” executando o seu instrumento de forma única.

Mike foi o único músico que esteve mais discreto, embora durante as músicas ia espalhando a sua magia.

A frase que Helder Martins nos enviou foi a seguinte: “este concerto é algo que não se consegue explicar por palavras. É preciso assistir a um concerto… são monstros, hipnotiza vê-los tocar…um sonho…como é possível ser tão rápido e preciso a colocar os dedos (risos)… são muitos anos a partir cordas e feridas nos dedos”

Penso não ser preciso escrever mais nenhum comentário acerca deste concerto… Só é pena não haver uma promotora com coragem para trazer esta banda a Portugal 🙁

Aqui fica um pequeno excerto deste concerto na Alemanha.