VAGOS METAL FEST 2018, edição onde a família se reuniu para ouvir Metal

A edição deste ano do VAGOS METAL FEST, realizado na Quinta do Ega, na solarenga vila de Vagos foi mais uma vez um sucesso. O festival decorreu nos dias 9, 10, 11 e 12 de Agosto, e foram 4 longos dias, de muito metal, novas amizades, e muito cansaço…

A origem…

Olhamos para este festival com especial carinho, e de coração apertado. Foi um longo caminho ver Vagos tornar-se na capital do metal, em Portugal. O Metal nasce em Vagos, no ano de 2003, com a realização do Festival VagosFm…Na criação deste movimento mais alternativo estavam Luís Parracho, Hélder Martins, e Paulo Perdiz. Foi um caminho duro, com muitos obstáculos, e uma luta constante contra as mentalidades mais conservadoras dos meios pequenos. No entanto, fomos sempre apoiados pela Câmara Municipal de Vagos, tendo-se mantido ainda nos dias de hoje, a lutar por este evento. E desde à uns anos para cá, Vagos tornou-se no lugar onde uma vez por ano, toda a família do metal se encontra. É de coração cheio que vemos passar na pequena vila de Vagos os maiores nomes do metal nacional e internacional. Observamos que a actual organização e promotora do evento preocupa-se com todos os pormenores, e que apesar de serem quase todos oriundos da capital Lisboa, abraçaram Vagos como sendo a sua terra. Aquela onde vão uma vez por ano, encontrar-se com a “sua” família.

A organização do evento…

Esta nova e recente organização, a Amazing events, sendo as caras mais conhecidas, a dos irmãos Luís Salgado e Ivo Salgado, são incansáveis. As suas caras e expressões não conseguem esconder a paixão que nutrem pelo Metal, mostrando uma ambição desmedida, na construção de um dos maiores eventos de música alternativa da Europa. E quiseram fazer desta edição, a melhor edição de sempre…e conseguiram!

Assistimos ao melhor festival que jamais passou em Vagos. E fazemos uma vénia de respeito à organização, pois estávamos na presença de um cartaz, onde mais de metade das bandas eram Portuguesas. Mais precisamente 67% das bandas eram nacionais. As bandas nacionais têm neste momento, o seu grande palco, para darem aquele salto para a ribalta, onde o metal é rei… e nem precisam de ir além fronteiras, pois esta vila é bem portuguesa.

O que correu mal…

Acho que este festival foi sem sombra de dúvidas o pior por onde passei. Os meus recentes 42 anos de idade já não me deixam usufruir do VMF. Problemas técnicos graves nos joelhos e costas, más escolhas nas lentes da máquina fotográfica, ossos a doer devido à humidade, pele queimada devido ao sol…basicamente entrei na idade do metaleiro de cobertor nas costas. Os problemas que temos a apontar, e os mais graves são mesmo estes, e que apenas se curam e resolvem, com a edição de 2019. Os restantes problemas, atribuídos à organização, são fruto da enorme ambição que corre nas veias dos irmãos Salgado. O risco contempla erros. Erros esses que sabemos terem sido registados e interiorizados, e que no próximo ano não acontecerão. O som que se desliga, o gerador que não aguenta o entusiasmo das bandas, as experiências secretas das próprias bandas ao testarem novos equipamentos, à incompetência das companhias aéreas que perdem os instrumentos dos músicos e que obrigam a organização a dar 40 voltas ao mundo para arranjar novos instrumentos… enfim, esta organização é de Aço. Resumindo, gostámos de ter participado nesta pequena “fatia” da história que se está a construir, do Metal em Portugal.

O que correu bem…

Quase tudo… até porco no espeto havia! O espaço estava renovado, agora com 2 palcos. E desde já houve a preocupação de não ferir susceptibilidades, e não houve distinção entre eles. Ambos os palcos apresentavam basicamente as mesmas características. Poucas são as diferenças que podem ser apontadas aos palcos (Stairway, e Vagos). Não foi feita qualquer distinção entre bandas de primeira e bandas de segunda, ao contrário do que se vê noutros festivais rotulados como os maiores, os mais televisionados e patrocinados, do País. No metal todas as bandas assumem igual importância, até porque o que rege a adesão a determinada banda, é muitas das vezes o estilo de metal que executam.

Realçamos ainda o muito público que passou pela Quinta do Ega, edição esta, que foi recheada de crianças e da sua natural alegria, acompanhando os seus pais. Sentimos que o Metal jamais irá morrer.

As bandas presentes este ano estiveram ao mais alto nível. Foram 43 bandas que trouxeram os mais variados estilos de metal. E neste aspecto, a organização mais uma vez, está de parabéns, pelo cuidado na selecção de bandas, na construção do cartaz, abraçando assim vários estilos de metal. É difícil agradar a “Gregos e Troianos”, mas é algo que esta ou qualquer outra entidade organizativa de eventos, por muito que tente, nunca conseguirá atingir.

Destacamos ainda a rápida correção e resolução, dos problemas e desafios que iam ocorrendo ao longos dos dias. Nós, imprensa, vivemos de perto toda a azafama do staff, e todos se empenharam na resolução dos percalços diários, e no aumento do conforto ao metaleiro.

De notar, que na edição deste ano, estiveram presentes no recinto, os “velhinhos” mais famosos de Portugal, a convite da organização. O Centro Comunitário da Gafanha do Carmo levou os idosos a conhecerem uma nova realidade, e pelos vistos ficaram fãs…veja as suas reacções na reportagem da TVI aqui apresentada.

Por último, a nova equipa de segurança,  a STRONG CHARON, em especial todos os assistentes e coordenadores responsáveis pelo bem estar do público, foram de uma delicadeza e simpatia acima de média. Foram sujeitos a verdadeiros exercícios de exaustão e bastante duros, tendo sempre sido distinguidos com nota máxima. Foram sempre apoiados pelos Bombeiros Voluntários de Vagos, e segundo informações após término do festival, não houve situações a relatar, sendo que ao longo dos 4 dias, houve apenas pequenos arranhões, uns pés e braços machucados, e algumas “bebedeiras” daquele fãs que se entusiasmaram com o sabor da cevada comercializada.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Como forma de resumo, do que anteriormente foi escrito, deixo aqui as fotos já editadas desta edição. Voltaremos nos próximos dias, com a análise às bandas, e outras considerações que acharmos relevantes, principalmente aquilo que esperamos para a edição de 2019.