SAINT HELENA FESTIVAL 2018 (Munique – Alemanha) … Qualidade na edição deste ano!

A GS esteve presente na edição deste ano, no Saint Helena Festival, que decorreu numa das mais conceituadas salas para concertos (e não só), localizada na cidade alemã de Munique. Representando a GS, esteve o Helder Martins (Fotografo e reporter), sendo neste momento o responsável pela cobertura dos eventos que se vão realizando pela Alemanha. 

Crónica de Helder Martins

Eram 14h do dia 16 de Junho, e já estávamos representados na sala Kranhalle, uma das salas do edíficio da Feierwerk, onde ia decorrer o primeiro concerto do festival. A banda que iria actuar era CRANIAL, e à hora marcada e sem atrasos entra em palco a primeira banda a actuar no Saint Helena Festival 2018. A pequena sala (Kranhalle) rapidamente enche, pois parece existir grande interesse em ver a banda vinda de Würzburg. Apenas com um EP e um LP editados e a jogar em praticamente em casa, a banda bávara mostrou que tem uma maturidade sonora enorme, com um som forte, pesado, ritmado,arrastado e coeso. A reacção do publico foi positiva, deixou-se levar na corrente intensa deste colectivo. Os CRANIAL são uma banda a ter em conta e que têm um potencial enorme. Certamente que ficariam bem em qualquer bom festival de metal português, fica a dica!

Às 15:35 passámos para a sala Hansa 39, para assistir à actuação da banda italiana FUOCO FATUOAmbiente muito escuro e sala a meio gás, a banda apresenta o seu doom /death metal de forma intensa e bem marcada. Fica o registo pela negativa ao elevado volume de som na sala, que, pelo menos a mim, deixou-me surdo durante vários minutos.

Novamente na sala mais pequena (kranhalle) e novamente uma banda nacional (alemã) a tocar, desta vez os Obelyskkh. A banda é madura, já existem à vários anos e têm vários registos de longa duração editados, sendo o último datado deste ano. O som novamente equilibrado na sala, fez-nos viajar a bom porto no stone/psicodélico que emanam. Tecnicamente os Obelyskkh são muito evoluídos, e têm uma boa e simpática presença em palco. Abaixo apresentamos um tema, em que a introdução da música é em Português…

E lá vamos nós para mais uma troca de salas. Sala Hansa 39 novamente, e novamente à hora prevista, entram em palco os finlandeses Dark Buddha Rising. Novamente as luzes são poucas ou nenhumas, ambiente muito escuro e a banda atua de forma crescente e hipnótica, fazendo as delícias dos metaleiros da linha da frente. Bom concerto, de uma banda com um bom ambiente cénico, sabedoria e experiência.

Depois de uma pequena pausa para recuperar forças e hidratar, entro novamente na sala Kranhalle. Em palco já se encontra Pablo dos SANGRE DE MUERDAGO, sozinho, a acender uns incensos e a meditar um pouco. Em minutos a sala fica cheia e o ambiente é bastante intimista, onde o silêncio e apenas a música acústica e bem orgânica invade a alma de todos os presentes, que se encontram sentados no chão do clube. Uma aposta arrojada dos organizadores do festival SAINT HELENA, sem duvida… mas pelos vistos, eles sabem bem o que fazem e foi uma aposta mais do que ganha, pois os nossos irmãos da Galiza, conseguiram cativar o público alemão e deram na minha opinião, um dos melhores concertos do festival. Os músicos presentes em palco, quase todos eles polivalentes em termos instrumentais, fazem belas canções e conseguem transmitir uma paz e tranquilidade fora do normal.
Após o concerto e numa breve conversa com o vocalista principal da banda, o próprio estava surpreendido pela positiva e confessou alguma apreensão e receio em tocar num festival com bandas de estilos tão distintos e bem mais agressivos.
Sem dúvida, aconselho a assistirem a um concerto dos Sangre de Muerdago, e apreciarem as suas músicas, assim como o delicioso, último disco “noite”
O “silêncio” de ouro deste festival!

Eram 19h45m, e estávamos novamente presentes na sala Hansa39, para assistir ao concerto da banda THE SECRET. A banda italiana, é extrema e muito pesada. A combinação explosiva de Blackmetal e Grindcore, faz com que a sua presença seja forte e notável.
Os membros da banda ajudam e bastante, a que a banda seja feroz e rápida, salientado o vocalista que têm cariz, atitude e vocalizações bem ácidas.
Poucas palavras para descrever este coletivo de nivel superior e experiente, que soube levar bem o público, conseguindo “sacar” uns bons moshes e circle pits….
E assim terminamos a primeira parte desta reportagem…voltamos nas próximas horas para dar destaque a CONVERGE, banda que irá estar presente no Vagos Metal Fest 2018