[Nacional] VEINLESS e o álbum “IX”

A GuitarScream (GS) ouviu o mais recente álbum “IX” dos nacionais VEINLESS. O disco contem 9 faixas, cinco das quais cantadas em português. As mudanças de ritmo ao longo das músicas, os riffs de guitarra bem executados e melódicos e o tom grave e potente da voz de Tó faz o sucesso deste trabalho. Em alguns momentos e sobretudo nas músicas cantadas em português, fez lembrar um pouco Adolfo Luxúria Canibal e Mão Morta mas versão mais heavy. A produção e gravação em CD está com um som bem perceptível notando-se cada instrumento e sobretudo a clareza da voz que faz entender cada palavra transmitida pelo vocalista. A GS analisa de uma forma geral o trabalho da banda mas damos mais ênfase às guitarras e o único reparo e pelos excelentes guitarristas que apresentam riffs bem estruturados e executados exigia-se uns solos de guitarra para deliciar os amantes de metal e de guitarra. O metal nacional está em boas mãos, e temos excelentes bandas e os Veinless entram nessa lista. Conheça um pouco esta banda oriunda de Almada.

Veinless é uma banda de Almada caracterizada por um estilo Metal/Alternativo formada em 2003 por Paulo “Thrash” Gabriel na bateria, Kronos e Roger nas guitarras e Eddie no baixo.

Após várias atuações e um período de natural amadurecimento, em 2012 já com a entrada de António Boieiro para a voz a banda grava o seu primeiro registo. “Share the Guilt”, sete temas dos quais se destaca uma versão musculada do original dos Heróis do Mar, “Saudade”. Com este disco a banda entra em tour tocando em vários festivais de referência e simultaneamente compõe novo material com contornos mais extremos tanto em peso como em rapidez, assim como temas mais lentos e introspetivos, primando também por utilizar cada vez mais a língua materna com grande parte dos temas cantados em português.

 

Em Abril de 2017 a banda lança o seu segundo trabalho de estúdio intitulado de “IX” sob o selo da NBQ Records. Nove temas originais em que a faixa homónima possui um poema baseado nas várias nuances deste número e oportunamente composta ritmicamente num 9/4. O eneagrama que surge na capa advém também dum símbolo de 9 pontas utilizado em diversas civilizações e que estuda os vários tipos de personalidade.

O tema de abertura “Wake Up” é um apelo às mentes mais adormecidas e pretende acordá-las e espicaçar consciências com um ritmos mais rápidos de todo o disco após uma intro bem serena com o tema do Lago dos Cisnes a ser ouvido numa caixa de música.

O primeiro single deste trabalho e segundo tema do disco, “Outra Vez” pode ser confirmado através dum vídeo, com realização a cargo de João Pina. O argumento, este, é protagonizado por uma fã da banda que se deixa adormecer e vive um sonho mais real do que seria de esperar.

O disco encontra-se recheado de assertividade e questões pertinentes como o tema “Requerimento à Eutanásia”, uma carta real em que o autor que pede anonimato manifesta o seu desejo e reclama como seu direito que lhe seja permitido o recurso a este método como interrupção da sua própria vida em caso de se encontrar num estado vegetativo e de angústia sem que, então consiga verbalizar essa sua vontade.

Existe também um tema bónus, “Drunk Nightmare” faixa do primeiro disco, captado ao vivo numa das fervorosas atuações da banda.

Para além destes, e sem revelar muito mais deixando ao critério do ouvinte, o álbum pretende ser um tónico de temas bem diferentes e refrescantes do que se faz em Portugal dentro do género musical mais pesado.

Disco captado por João Palma “Francês” e masterizado por Paulo Vieira.

Ilustrações em geometria sagrada e capa são da autoria do mestre na técnica de pontilhismo, Carlos Rodrigues “Índio”.

Design e conceção gráfica, Paulo Gabriel e Alexandre Duarte.

Foto, do único, Cameraman Metálico.

De futuro e com a entrada de Alexandre Duarte para o lugar do baixo, a banda tenciona vincar ainda mais o seu lugar no panorama da música pesada em Portugal e no estrangeiro, encontrando-se altamente motivada para os novos desafios como a apresentação dos novos temas ao vivo e dedicar-se a novas composições para quebrar as barreiras do óbvio e desinquietar mentalidades.