Crónica do Melga d’Aço – VAGOS METAL FEST 2017 – dia 3

Os espanhóis Reaktion foram a primeira banda a entrar em palco neste terceiro e último dia do Vagos Metal Fest. O pouco público que estava presente devido ao calor que se fazia e após dois dias de agitação não desanimou os elementos da banda espanhola. O vocalista Iván Lara e o resto dos elementos mostraram um profissionalismo exemplar, mesmo com poucos ouvintes a banda não deixou de dar o seu melhor.

Era a vez dos experientes Attick Demons. Com um som clássico de heavy metal, a banda portuguesa deixou bem claro que o metal nacional está bem e recomenda-se. Com mais público que na actuação anterior, notou-se um carinho especial dos ouvintes pela banda. Se a plateia desviasse o olhar certamente sentiriam que estavam a ouvir Iron Maiden. O vocalista Artur Almeida e os seus gritos clássicos de heavy metal animaram o público presente. Foi boa onda!

Chegava a vez de mais uma banda portuguesa, oriunda de Lisboa, Miss Lava. O stoner rock da banda acalmou um pouco o pó. Foi uma actuação que funcionou como uma aspirina para os ouvintes depois de 2 dias intensos. O próprio vocalista da banda, Johnny Lee fez referência que o som produzido pela banda iria destoar um pouco das outras bandas. Foi um desempenho fantástico que agradou de forma geral os auditores.

Depois de tomar a aspirina e o pó acalmar, entram em cena os americanos Chelsea Grin. A banda dotada de um deathcore agressivo voltou a activar a violência (no bom sentido) da plateia e o pó criado pelo mosh parecia a máquina de fumos do palco. O stereo que se fazia ouvir foi fantástico. Foi uma actuação energética e o som exterior estava perfeito.

Seguiam-se os thrashers Havok. Uma surpresa agradável destes americanos que brindaram o público com o seu bem executado thrash metal. De realçar os excelentes músicos que estavam em cima do palco, e o som perfeito que se sentia ouvir, deixando o vasto público com um frenesim à flor da pele sacando sessões de crowd surfing sucessivas. Foi um final de tarde extraordinário!

O início da noite começava com mais uma banda americana, Whitechapel. A presença de três guitarras subiu os decibéis e o deathcore que a banda apresentou deixou o público “louco”. A actuação foi um debitar temas atrás de temas, com pouca interacção com o público, no entanto a plateia participou com mosh sucessivo. Será que mereciam?

Seguiam-se os suecos Hammerfall. Foi a actuação perfeita e o melhor som exterior dos três dias. Se tivéssemos que nomear o “concerto” do Vagos Metal Fest sem dúvida que seria Hammerfall. O som que se ouvia era como se tratasse de um CD a tocar, perceptível e sem ruído, sentia-se cada nota musical  e a voz de Joacim Cans arrepiava deixando qualquer pêlo no ar. O público cantou intensamente os refrões melódicos de vários clássicos da banda sueca. Foi perfeito, foi lindo!

Depois de Hammerfall subiram ao palco os canadianos e experientes Gorguts. A banda formada em 1989 tem uma longa experiência em grandes palcos mundiais. O som dos canadianos caracteriza-se por um death metal técnico. Luc Lemay esteve muito concentrado na sua guitarra e nas brincadeiras que ia sacando esquecendo-se um pouco que o público estava lá para apoiar. Um som interessante que deve ser apreciado numa actuação única.

E para fechar a segunda edição do Vagos Metal Fest estiveram os americanos (para não variar neste dia), Cough. A actuação da banda é directamente proporcional ao som que produzem e que tocaram, lento e trágico. Será que foi o concerto ideal para finalizar o festival? Certamente não será o concerto que ficou na memória do público que esteve presente no Vagos Metal Fest.

Concluindo, o terceiro e o último dia obteve o melhor som exterior, e teve para a GuitarScream o “concerto” do Vagos Metal Fest. Com actuações formidáveis a GuitarScream destaca, Havok, Hammerfall e Gorguts.

Texto: Nuno Parracho

Fotos: Luís Parracho e Hélder Martins

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